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Compressores

parte 3


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Compressor centrífugo

Nos compressores centrífugos, o rotor ou propulsor gira em alta velocidade (3.000 a 20.000 RPMs) dentro da carcaça. O refrigerante é alimentado dentro da carcaça, no centro do propulsor. O propulsor força o vapor contra a sua parte externa, através da força centrífuga, fazendo-o mover-se a alta velocidade. A seguir o gás, em alta velocidade, desacelera e expande. Esse é chamado um estágio de compressão.

O gás, com a pressão aumentada entra na sucção de um outro propulsor, passando por todo o processo novamente e saindo com maior pressão ainda. A cada vez que esse processo se repete chama-se de estágio de compressão.

Os modelos voltados para a refrigeração industrial podem chegar a contar com 4 estágios de compressão enquanto os voltados para uso comercial em geral contam com apenas um ou dois estágios.

foto de um compressor parafuso

Em geral os eixos de transmissão e do motor estão dispostos na horizontal dando a forma característica desses compressores, que pode ser vista na foto abaixo.

foto de cum compressor centrífugo

São compressores que operam com algum barulho devido a alta rotação.

São bastante comuns em equipamentos entre 100 a 10.000 TRs

Óleos de lubrificação para compressores

A função básica dos óleos lubrificantes em compressores é diminuir o atrito entre as partes móveis e as fixas, evitando o desgaste prematuro das peças e um aquecimento excessivo. A lubrificação permanecerá satisfatória por um longo período desde que a temperatura de operação, pressão e ausência de substâncias contaminantes esteja assegurada.

É importante lembrar que o óleo se mistura ao gás refrigerante, circulando pelos componentes do ciclo de refrigeração. Um bom projeto de aparelho deve permitir o retorno da mesma quantidade de óleo para o compressor da que está saindo. Essa característica é tão típica que uma forma comum de detectar onde está um vazamento no sistema é identificar onde existe óleo nele.

Os óleos lubrificantes para refrigeração têm características especiais, discutidas abaixo:

  • Viscosidade: ela diminui com a elevação da temperatura. O óleo deve ter uma característica que permite a ele, quando submetido à altas temperaturas, que não afine demais sem formar uma camada protetora. Já quando submetido a baixas temperaturas, ele não deve ficar pastoso;
  • Miscibilidade: a viscosidade do lubrificante diminui à medida em que aumenta sua solubilidade com o gás refrigerante. A completa miscibilidade permite ao lubrificante fluir através do sistema junto ao gás, garantindo bom retorno ao compressor.
  • Resíduo de carbono: os óleos são passíveis de decomposição através de calor. Portanto, ao se especificar um óleo deve-se ter em conta as temperaturas normais de trabalho do compressor para evitar a carbonização do óleo, principalmente na placa de válvulas. Do contrário, os resíduos de carbono favorecerão a formação de borra que pode provocar obstrução no sistema além da deficiência na lubrificação ocasionada pela decomposição.
  • Floculação: a cera contida nos lubrificantes possui tendência a precipitar-se quando submetida a baixas temperaturas (floculação). Os flocos de cera podem depositar-se no elemento de controle de fluxo, obstruindo a passagem do refrigerante, ou depositar-se no evaporador, diminuindo a transferência de calor. Portanto, os lubrificantes não devem apresentar floculação em temperaturas encontradas normalmente no sistema de refrigeração.
  • Umidade: o óleo para refrigeração deve possuir teor de umidade inferior ou igual ao especificado pelo fabricante, a fim de evitar formação de sedimentos, ácidos ou mesmo congelamento da umidade no interior do sistema.

Nota: Estas características e outras (ponto de fluidez, resistência dielétrica, ponto de fulgor, ponto de combustão, cor, resistência oxidação, separação de fase) podem ser checadas em testes específicos de laboratório.

Teste elétrico do compressor

  1. Com um multímetro na escala x 1, verifique se há continuidade e se a resistência ôhmica é diferente de zero entre os terminais das bobinas comum e principal, comum e auxiliar e entre as bobinas principal e auxiliar.

Teste elétrico do compressor

  1. Com o multímetro na escala mais alta do aparelho (mínimo x 10K), faça o teste de massa (passagem de corrente da bobina para a carcaça do compressor), verificando a continuidade entre os três bornes (comum, principal e auxiliar) e a carcaça do compressor, em um ponto onde não haja tinta. Não poderá haver continuidade, caso contrário, o compressor está defeituoso.

teste elétrico de um compressor

Teste mecânico do compressor

  1. Utilize um maçarico e solde nas extremidades dos tubos de sucção, descarga e processo, tubos de cobre com 220 mm de comprimento, lacrando em seguida a linha de sucção.
  2. Conecte a mangueira do manômetro de baixa pressão (azul) ao passador de processo: a mangueira vermelha no passador de descarga (sem conectá-la, ainda), ao manômetro de alta pressão e a mangueira amarela de manifold ao nitrogênio, fazendo passar pelo compressor uma pressão de 5 Lbs/pol2.
  3. Conecte a mangueira do manômetro de alta no manifold e ligue o compressor, marcando o tempo que o mesmo leva para atingir 300 Lbs/pol2. Desligue imediatamente o compressor quando isso ocorrer. OBSERVAÇÃO: A queda de pressão não poderá ser superior a 10%, ou seja, 30 Lbs/pol2 no mesmo espaço de tempo que o compressor levou para atingir as 300 Lbs/pol2.
  4. Retire, através das conexões do manifold, uma parte da pressão, mantendo 150 Lbs/pol2 no tubo do passador de descarga, dando uma nova partida no compressor. O compressor deverá partir. Desligue-o imediatamente.

Compressores - importante saber antes de fazer os testes

  • Compressão de óleo: Antes de considerar o compressor com funcionamento perfeito, verifique se o mesmo não está comprimindo óleo em excesso ao sistema; pois todos os compressores comprimem uma película de óleo. Esta checagem é realizada ligando o compressor e verificando se na saída do tubo de descarga está expelindo ou pingando óleo.
  • Ruído: Se no funcionamento do compressor for notado ruído metálico (atrito entre partes de ferro), o sistema amortecedor interno do compressor poderá estar avariado ou com algum componente interno solto. Nestes casos, o compressor deverá ser trocado.
  • quando o compressor usar o gás ecológico (R134a) este vem equipado com óleo éster, que possui um alto índice de higroscopicidade (capacidade que uma substância possui em absorver umidade), portanto é imprescindível que os tubos do compressor NUNCA fiquem abertos por um tempo superior a 15 minutos.

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