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Compressores

parte 2


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Compressor alternativo

Nos casos de acionamento externo, deve-se tomar cuidado para usar um motor que gire a mesma velocidade necessária ao funcionamento do compressor. Pode-se também usar polias e correias para conseguir a velocidade correta - nesse caso deve-se respeitar rigorosamente a especificação do fabricante ou correr o risco de causar sérios danos ao compressor.

O esfriamento desse compressor é feito pelo gás refrigerante que entra pela linha de sucção. O calor de sucção passa para o refrigerante e é dissipado no condensador junto com o que foi retirado do ambiente condicionado.

O óleo para lubrificação dos compressores herméticos fica no fundo da carcaça e sobe através de um canal dentro do eixo do conjunto e depois desce por gravidade, lubrificando as partes móveis.

compressor alternativo transparente mostrando como o óleo circula pela carcaça

placa de válvulas de um compressor Válvula (palheta) de sucção válvula de descarga de um compressor Válvula (palheta) de descarga
mola de fixação do mecanismo do compressor na carcaça Mola de fixação na carcaça mecanismo do compressor preso na carcaça Mecanismo preso na carcaça

Compressor alternativo

bobina elétrica de um compressor com os terminais elétricos Bobina elétrica e terminal de conexão aos bornes

Compressor rotativo e seus componentes

vista em corte de um compressor rotativo hermético

Compressor scroll

O conceito básico do compressor scroll (espiral) existe desde 1886, quando uma patente italiana foi requerida. Devido à problema de estanqueidade, a aplicação do mesmo foi retardada. Hoje, a nova tecnologia de máquinas operadoras e processos de manufatura tornou possível a solução deste problema.

Compressor scroll

vista em corte de um compressor scroll

O compressor scroll oferece muitos benefícios aos usuários de sistemas de ar-condicionado:

  • em média é 5% a 10% mais eficiente que um compressor recíproco de igual capacidade;
  • não possui válvulas, sendo extremamente resistente a golpes de líquido;
  • possui 64% menos partes móveis que um compressor recíproco de igual capacidade;
  • operação extremamente suave e silenciosa, comparável à de um compressor centrífugo;
  • baixa variação de torque, o que proporciona um aumento na vida útil do motor, reduzindo a sua vibração;
  • o resfriamento do motor feito pelo refrigerante na forma gasosa resulta em baixa temperatura dos enrolamentos do motor, o que aumenta a sua eficiência e confiabilidade.

O compressor scroll utiliza duas peças em espiral para realizar o trabalho da compressão do gás:

espiras do compressor scroll

As espirais estão montadas face a face. A espiral superior é a espira fixa onde está a abertura de descarga do gás. A espiral inferior é a que é acionada pelo motor.

A sucção do refrigerante gasoso ocorre na orla externa do conjunto das espiras e a descarga acontece através da abertura existente no centro da espiral estacionária.

Note que a borda superior das espiras é ajustada com selos que correm sobre a superfície da espiral oposta. Eles atuam de forma semelhante aos anéis do pistão de um compressor alternativo, lacrando o refrigerante na forma gasosa, entre as superfícies em contato.

O centro do mancal do eixo da espiral e o centro do eixo do motor do conjunto de acionamento têm um recuo. Este recuo permite um movimento excêntrico ou orbital para a espiral móvel.

Compressor scroll

O movimento orbital faz com que o par de scrolls forme bolsas de refrigerante na forma gasosa. Como este movimento é contínuo, o movimento relativo entre a espiral fixa faz com que as bolsas se desloquem para a abertura de descarga situada no centro do conjunto, com um decréscimo constante de volume.

primeira etapa do movimento dos scrolls

Por exemplo, durante a primeira volta do eixo, ou fase de sucção, a parte da superfície lateral da espiral permite a entrada do refrigerante na forma gasosa, succionando o mesmo.

scrolls ap?s completar uma volta

Ao completar uma volta, as superfícies das espirais novamente se encontram formando bolsas.

bolsas de gás no interior dos scrolls

Durante a segunda volta do eixo, ou fase de compressão, o volume das bolsas com refrigerante na forma gasosa é progressivamente reduzido.

redução do volume das bolsas de gás no interior dos scrolls

Completando a segunda volta chega-se à máxima compressão. Durante a terceira volta, ou fase de descarga, a parte final da espiral libera o refrigerante na forma gasosa, comprimindo-o através da abertura de descarga.

Compressor scroll

m?xima compress?o do gás no interior dos scrolls

descarga do gás no interior dos scrolls

final do ciclo de compress?o do gás no interior dos scrolls

Finalmente, ao completar a volta, o volume da bolsa é reduzido a zero, comprimindo o refrigerante na forma gasosa remanescente na espiral.

A compressão e descarga acontecem simultaneamente em uma seqüência contínua:


A: sucção;

B: compressão;

C: descarga.

compress?o e descarga simult?neas nos scrolls

Compressor parafuso

Se cortássemos um compressor parafuso, veríamos dois rotores ("parafusos"). Um com uma rosca macho e outro com fêmea. É exatamente essa diferença que lhe permite comprimir o gás refrigerante enquanto os dos dois parafusos se tocam.

O motor do compressor aciona o rotor macho o qual, por sua vez, aciona o fêmea. Alguns compressores utilizam um sistema injetor de óleo para selar a folga entre as roscas e a parede do compressor.

Os eixos do motor e de acionamento costumam operar na horizontal. Daí a forma característica, horizontal desse compressor.

Sua utilização é comercial e industrial. Em geral a capacidade varia entre 20 a 750 TRs.

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