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O Aquecimento Global


O que é o Aquecimento Global

É um fenômeno climático que acarreta o aumento da temperatura média da superfície terrestre. Só nesse início de século a temperatura do planeta subiu quase 2ºC, mais alta do que na década de 60.

O aquecimento global vem sendo evidenciado através das altas temperaturas e a mudança brusca de temperatura em todo o mundo. Alguns estudos revelam que o aquecimento global é um elemento que agrava a força dos furacões, do derretimento das calotas polares, grandes enchentes, entre outros.

O aumento da temperatura da superfície da Terra influencia o regime de chuvas e secas afetando plantações e florestas. O processo de desertificação de algumas áreas e o alagamento de plantações é provável. Outro fator de risco é o derretimento das geleiras da Antártida que em ritmo acelerado aumenta o nível do mar e consequentemente irá inundar as cidades litorâneas.

desertificação de áreas provocada pelo aquecimento global

Os cientistas calcularam que no sul do planeta dezenas de milhares de pessoas não resistirão ao calor. Se o aumento da temperatura for de 3º C, o número de mortos por ano será de 87 mil até 2071. Se o aumento do calor for de 2,2º C, o número de mortos baixaria para 36 mil por ano.

Em contrapartida, o norte do planeta resfriará por causa da corrente do Golfo que, com o derretimento das geleiras sofreria mudanças perdendo força e diminuindo sua capacidade de aquecer a Europa.

Os atuais modelos científicos preveem que, se nada for feito, a temperatura global pode aumentar entre 1,4°C e 5,8°C até 2100. Cientistas menos otimistas acreditam que a temperatura de certas áreas do globo pode subir 8°C no período, e que, mesmo com um corte radical na emissão de gases, os efeitos do aquecimento continuarão. Isso porque são necessárias décadas para que as moléculas dos gases que já estão na atmosfera sejam desfeitas e parem de acumular energia solar em excesso.

Os cientistas climáticos são unânimes em afirmar que o impacto do aquecimento será enorme. A maioria prevê falta de água potável, mudanças drásticas nas condições de produção de alimentos e aumento no número de mortes causadas por inundações, secas, tempestades, ondas de calor e fenômenos naturais como tufões e furacões. Além disso, pesquisadores europeus e americanos estimam que, caso as calotas polares derretam, haverá uma elevação de cerca de 7 metros no nível dos oceanos. Outro impacto provável é a extinção de diversas espécies animais e vegetais.

Apesar de os grandes responsáveis pelo aquecimento global serem as nações desenvolvidas da América do Norte e Europa Ocidental, os chamados países em desenvolvimento serão os que mais sentirão efeitos negativos. Isso acontecerá porque essas nações possuem menos recursos financeiros, tecnológicos e científicos para lidar com os problemas de inundações, secas e, principalmente, com os surtos de doenças decorrentes. A malária, por exemplo, deve passar a matar cerca de 1 milhão de pessoas por ano com o aquecimento do planeta.

Cientistas e engenheiros defendem que a solução para o aquecimento global exagerado está no desenvolvimento de tecnologias energéticas que emitam menos dióxido de carbono. Entre as mais pesquisadas atualmente estão a fissão nuclear, células combustíveis de hidrogênio, desenvolvimento de motores elétricos e também o aprimoramento de motores à combustão pela diminuição do consumo e pela diversificação de substâncias combustíveis. No Brasil, ganha destaque o desenvolvimento de matrizes energéticas de origens vegetais, como o etanol e o biodiesel.

O aquecimento global e a refrigeração

Gases como o dióxido de carbono - CO2 - e o metano - CH4 - têm a propriedade de reter na atmosfera, parte do calor liberado pelo sol sob a forma de radiação infravermelha. Sem este efeito, chamado estufa, nosso planeta seria congelado, com uma temperatura estimada de aproximadamente -20o C.

Estima-se que 19 bilhões de toneladas de CO2 são lançados anualmente na atmosfera, resultantes da queima de carvão, óleo, gasolina, e madeira. A concentração de CO2 aumentou aproximadamente 10% durante os últimos 35 anos. Os CFCs contribuem com 15% para o efeito estufa.

Na tabela a seguir, podemos identificar o potencial de aquecimento do efeito estufa (GWP) de vários refrigerantes. O CFC 11 é tomado como referência para determinar tanto o ODP (Potencial de destruição do Ozônio) como o GWP (potencial de Aquecimento do Efeito Estufa).

tabela de potencial de aquecimento do efeito estufa e destruição da camada de ozônio

Os primeiros passos para a proteção da Camada de Ozônio e contra os efeitos prejudiciais do chamado Efeito Estufa ao meio ambiente do nosso planeta foram dados em 23.05.85, na Convenção de Viena sobre o Clorofluorcabono. No encerramento desse encontro, a direção executiva do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas concordou em dar continuidade às discussões em novas reuniões. Isso acabou acontecendo através do protocolo de Montreal (1987), a Emenda de Londres (1990) e a Conferência de Copenhagem (1992)

Determinações atuais do Protocolo de Montreal

  • CFCs
    • REDUÇÃO DE 75% NA PRODUÇÃO EM 01.01.94
    • REDUÇÃO DE 100% EM 01.01.96
  • HCFCs
    • CONGELAMENTO DA PRODUÇÃO EM 01.01.96
    • • REDUÇÃO GRADUAL ATÉ EM 2030
  • HFCs
    • NÃO ATINGE

Países em desenvolvimento - dez anos de carência para phase-out (eliminação) em relação aos países desenvolvidos.

Veja mais detalhes no How Stuff Works (em português)

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